Visão Partilhada: a luta conjunta do setor pela continuidade

A ótica já tem resposta contra a crise. Um grupo de mentes brilhantes e diligentes juntaram esforços para pensar numa forma de emancipar o setor do buraco social e económico provocado pela pandemia global por covid-19. Sob alçada da Associação Nacional dos Ópticos, nasceu o movimento Visão Partilhada, a partir de um grupo de trabalho que reúne grupos de ótica, óticos independentes e indústria. Mais harmonizados que nunca, os delegados do mercado luso de ótica já iniciaram o trabalho em torno de um plano pragmático, para garantir que toda a rede de valor do setor esteja segura e salutar. A missão é a de continuidade!

O primeiro grande passo dado pelo projeto Visão Partilhada já tem números e respostas comprovadas. Antes de empreender qualquer ação, o grupo liderado pela Associação Nacional dos Ópticos (ANO) encomendou um trabalho fulcral à Universidade Católica Portuguesa para se munir de dados e que envolveu mais de 500 óticos. Através da interpretação de um inquérito e de outros fatores, esta produção “mediu o impacto da Covid-19 no setor da ótica a retalho. Tais resultados sustentaram um conjunto de medidas concretas de apoio setorial que este grupo já discutiu com as entidades governamentais, em concreto, com o Ministro dos Assuntos Fiscais e com o Secretário de Estado para o Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor”, adiantou-nos Fernando Tomaz, presidente da ANO. Como premissas a esta atuação estão resultados indubitáveis que demonstram que o setor deverá perder cerca de metade da sua faturação em 2020, com os meses de confinamento forçado como os mais significativos para este balanço. Por outro lado, o estudo revelou que o mercado da ótica estava bastante sólido antes da crise, em termos financeiros, muito graças à energia dos intervenientes e à gestão de tesouraria muito característica. “Essa dinâmica estava já estabilizada, o que assegurava um equilíbrio no mesmo setor, sem significativas entradas ou saídas de empresas. A crise vem provocar uma perturbação significativa com a retração generalizada da procura. Precisamente do lado desta procura retraída, é urgente tomar medidas que tornem evidente à população em geral que estes dias de confinamento são/foram dias que pioraram a saúde visual de todos e que a rápida atenção a esta questão é uma forma de retomar a normalidade, sem perdas de produtividade que agravem uma crise económica que já é sem precedente. O papel dos óticos é assim muito importante e pode ser determinante”, refere o estudo.

Este é um entreabrir do primeiro grande contributo da Visão Partilhada. Há muito mais a preparar-se em nome da ótica.

 

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