
Quando pusemos o último ponto final neste artigo, que está em produção desde abril, 1 de agosto era a nova data final (mais uma), 12 de agosto para a China, para o mundo passar a viver sob as tarifas estabelecidas pelo Trump, numa nova era de comércio mundial. O objetivo do presidente norte-americano? Angariar dinheiro para os cofres do seu país, ao mesmo tempo que afirma uma certa supremacia sobre os países que têm nos EUA uma fonte determinante de rendimentos em exportações, chamou-lhe, aliás, tarifas do Liberation Day (dia da libertação) Da nossa perspetiva, uma declaração de “guerra” económica.
E chamamos guerra, porque após o anúncio das tarifas houve reações que só não escalaram, porque Donald Trump se manteve fiel à sua inconstância. Ou seja, primeiro veio a ameaça sem negociação e sem exceções, depois a possibilidade de negociação e as exceções, depois os deadlines que se foram multiplicando e nunca “morreram”. À data de hoje, o dia 1 de agosto seria o fim da linha para o arranque das tarifas, com o envio a muitos países de uma comunicação com o valor que vigorará …embora admita “que são negociáveis mediante a relação com o país”.
Os especialistas da área económica de vários países estão seguros que, mesmo que mais e mais produtos possam ficar isentos destes valores, estas tarifas não desaparecem e podem variar entre os dez por cento e os 30 ou 70, dada a volatilidade e respetiva animosidade das negociações. E este parágrafo que lê agora e que acrescentámos já depois do ponto final na conclusão do artigo, anuncia que à Europa e México foi aplicada uma tarifa de 30 por cento a vigorar a partir de 1 de agosto e com a promessa de retaliações…( continua).
A ótica tem novos desafios
A nós enquanto meio de comunicação vocacionado para a ótica interessou estudar as possíveis consequências para as nossas indústrias e mercados. Antecipando vários cenários, os nossos negócios serão uma espécie de “vítimas” secundárias de todo este movimento.
Enquanto no imediato os importadores norte-americanos serão os primeiros afetados com a subida de preços, assim como as indústrias que compram os componentes além fronteiras, o horizonte europeu terá consequências nos seus lucros com a possibilidade de diminuírem as exportações para os EUA. Ou seja, as grandes indústrias europeias que fornecem materiais de ótica para além do Atlântico, podem ser preteridas pelo aumento das taxas para atravessar o oceano. Do outro lado, os retalhistas têm que aumentar preços e diminuir margens de lucro e os consumidores terão a pressão sobre a sua qualidade de vida. Mas viajemos no tempo para enquadrar todo o cenário.
Artigo completo na Millioneyes 146





