Tarifas Trump: Atualização!!

A temática desenvolvida em torno das tarifas provindas dos EUA ganhou novos contornos desde que a esmiuçámos na edição de agosto. Numa perspetiva atualizada, retomamos o assunto com as implicações diretas ao mercado da ótica e o melhor enquadramento possível destas medidas sobre as economias do mundo e mesmo sobre a norte-americana. No centro destas mudanças que se desenrolam está a certeza de que haverá custos mais elevados para as marcas que operam com os EUA no horizonte, tanto na exportação de “cá” para o país, que imputa preços mais altos a quem compra e limita operações, e para quem importa que tem de se ajustar às novas regras. Será prudente assumir os custos e poupar os distribuidores e clientes finais? E impor um aumento de preços substancial aos mesmos? São questões que devem ser estudadas na medida de cada distribuidor e produtor e pensar nas implicações que essa decisão possa ter nos próprios consumidores e na sua perceção da marca.

A realidade mais certa no nosso mercado é que as tarifas recíprocas elevam custos e moldam o fluxo destes bens entre as economias. O panorama geral já está mais definido do que quando escrevemos entre abril e julho, mas as empresas que exportam para os EUA ou dependem do mercado devem continuar a observar as negociações bilaterais e ainda as decisões judiciais que alteram a qualquer momento o cenário económico internacional.

Certo, à data do desenvolvimento deste artigo, são as tarifas lançadas a 7 de agosto e que a associação que representa a indústria de ótica nos EUA, The Vision Council, detalhou mediante os produtos mais representativos. A conclusão é que a China é o maior parceiro comercial do EUA no âmbito da ótica. Aliás, em relação aos óculos de sol praticamente nove em cada dez peças são importadas pelos EUA à China o que implica um peso enorme a todas as empresas envolvidas caso haja uma taxa excessiva.

Para já ainda não há decisão. Trump e Xi Jimping, líder chinês, acordaram num novo adiamento nas tarifas de 90 dias. Portanto, só em novembro poderá haver deliberação e isso significa que, a expectativa sobre a situação suspensa com a China cria grande incerteza económica einstabilidade. Ainda sobre os óculos de sol e as armações, a Itália, que tem um significado de cinco e nove por cento respetivamente, nas importações norte- -americanas, tem que enfrentar tarifas de 15 por cento. No que diz respeito às lentes “não-vidro”, o México aparece em destaque com um significado de 26 por cento nas importações dos EUA e usufrui, à semelhança da China de uma suspensão das tarifas, que estavam apontadas para 25 por cento, sendo que os produtos sob o abrigo do acordo comercial entre os EUA-México-Canadá estão isentos.

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