Novos paradigmas para o consumo e o design de produto

A entrada nos anos ’20 foi turbulenta. Enquanto as tecnologias iam invadindo o nosso quotidiano de forma paulatina aconteceu o covid-19, que arrancou o mundo da normalidade e estabeleceu um novo ritmo de digitalização dos processos mundanos. A ligação às tarefas que moldam a vida das pessoas passou a ter a mediação forçada de um computador, de um smartphone, ou melhor, dos instrumentos que nos incluem na grande rede ou WEB. E na ótica portuguesa esta tendência tornou-se uma estratégia. As lojas online nasceram, ganharam expressão, e aceleraram a quebra da barreira do medo em relação a esta ferramenta, que ainda restava entre alguns profissionais.

A tensão em relação à internet tem a ver com a comprovada e natural proximidade entre óticos e consumidores, em Portugal. Porém, a necessidade de manter a comunicação com os respetivos clientes e garantir que regressem foi mais alta. Ainda está por resolver, claro, a vontade das pessoas se “sentirem”, de partilharem vidas, de tocar. Está por resolver as consultas de optometria e a segurança do olhar que olha o paciente. Estás por resolver a mão que ajuste a armação no rosto. E não se resolverá, mas apurar-se-á de acordo com normas e novos tempos e será sempre uma fação de consumidores que, por muito digitalmente doutos que sejam, exigem sempre humanidade.

Claro que, a partir daqui as “regras” para o consumo na próxima década estão lançadas. A plataforma de estudos de análise e tendências de mercado WGSN, pela “caneta” de Clare Varga e através da sua equipa de especialistas da indústria, perscrutou e fixou o que moverá o consumo entre 2020 e 2029. A Millioneyes acrescentou a sua visão próxima do terreno. As próximas páginas revelam o que condiciona este “novo” consumidor, desde o comportamento até ao design de produto, desde as escolas de intimidade até ao nanorobôs a correrem na nossa corrente sanguínea.

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