
Ele escolheu os óculos como objeto de pensamento e desejo e a ótica fê-lo parte de si. Martin Guentert foi uma das mentes brilhantes que desenvolveu os conceitos mais inquietos da Mykita, onde deixou assinadas patentes e onde começou a carreira ainda como um jovem acabado de sair da universidade. 16 anos depois assume um novo desafio com a Ørgreen como desígnio.

Começando pelo início, o que a levou o aceitar este desafio de liderar o design da Ørgreen?
A mudança é sempre delicada e exige gestão, mas eu estava pronto para uma mudança e a Ørgreen também. Percebi que, durante muito tempo, fizeram tantas coisas bem feitas. Há uma cultura de excelência em toda a operação. Por isso, assumir o desafio de afinar e redefinir a sua linguagem de design pareceu-me uma boa forma de canalizar a minha energia. Viver em duas cidades tão diferentes, Copenhaga e Berlim, influencia agora o meu processo criativo, e esta função permite-me esse crescimento, o que representou outra vantagem.
A Ørgreen tem uma história longa e bem-sucedida. Isso impõe limitações à criatividade enquanto criador e artista?
Antes de mais, não me considero um artista. Para os designers, as limitações não são assustadoras, na verdade, sentimo-nos bastante confortáveis quando temos referências claras e quando adaptamos as nossas soluções. A herança da marca dá-me uma estrutura importante onde posso existir. É absolutamente indispensável para o nosso trabalho e é o terreno sólido sobre o qual assentamos.
Entrevista completa na Millioneyes 149





