Hugo Cortez Marques, gerente do Cortez Marques Oculista, decidiu abrir a sua oficina a clientes muito especiais. Inspirado pela curiosidade natural das crianças que o procuram em busca de qualidade visual, começou por mostrar-lhes a oficina até desenvolver um projeto maravilhoso. Ou seja, o pequeno cliente é convidado a vestir a bata de ótico e a participar diretamente na composição dos seus próprios óculos. E, desta forma, ocasionalmente, a oficina da Cortez Marques Oculista de Penafiel é “assaltada” por muitas perguntas, vozes divertidas e tanta energia.
O Cortez Marques Oculista lançou-se na missão de incentivar os mais jovens no percurso da ótica. Como surgiu esta ideia?
Começou como uma resposta gentil a uma ou outra criança que tinham curiosidade em saber como é que os seus óculos eram construídos ou montados. Às vezes, num pequeno ajuste ou reparação convidávamos a assistirem. Não sendo possível mostra-lhes in loco a construção de uma armação ou lente, pelo menos tinham acesso a todo o nosso processo de corte e montagem das suas lentes e respetiva explicação. De uma forma simples, a técnica e rigor da execução eram demonstrados, e assim compreendiam a razão de ser do resultado final pelos seus próprios olhos. Com o tempo acabamos por instituir o convite a todos os pequenos clientes que se enquadravam no perfil. Quase como um bónus ou privilégio para quem nos escolhe como sua ótica.
Quais as áreas que mais interessaram às crianças?
Sem dúvida, a transformação de uma patela de acrílico ou policabornato na sua forma em bruto numa lente devidamente cortada na forma dos seus óculos, assim como a possibilidade de verem o centralizador a desenhar a forma dos seus óculos e a demonstrar as espessuras do que virá a ser o trabalho final.
O que esperam conquistar com a iniciativa?
É um lugar comum dizer que a experiência de compra deverá ser diferenciadora nos dias de hoje, para fidelizar os clientes. Desta forma, pensamos que esta ideia é um passo nesse sentido. Não queremos apenas vender. Queremos demonstrar, sempre que possível, quais as soluções que temos e forma única e distinta com que o fazemos. Há com certeza que preservar o know-how e todo o rigor, mas não achamos que faça sentido fazer “segredo” da forma de operar. Pelo contrário, quem faz e faz bem deve ter orgulho nisso. Outras iniciativas, claro está, deverão ser feitas, mas esta é genuinamente nossa e única.
Entrevista completa na Millioneyes 146







