O Espaço Vita, em Braga, recebeu a 22ª edição do indispensável Congresso Internacional de Optometria e Ciências da Visão, entre 24 e 25 de maio. Mais de 500 participantes lotaram o auditório bracarense e absorveram as temáticas desenvolvidas por oradores renomados, em direção às inovações do setor. Do lado de fora das apresentações, o futuro também esteve destacado, com as empresas do setor a encheram o local dedicado aos momentos de pausa com novidades, convívio e dinamismo. A nossa reportagem embrenhou-se nesta importante iniciativa, “ouvindo” nos corredores várias nacionalidades e adesão entusiasta.
Sob a liderança da comissão organizadora habitual, constituída pelos investigadores e docentes Madalena Lira, Paulo Fernandes, Miguel Ribeiro, António Queiroz e Jorge Jorge, este Congresso Internacional de Optometria e Ciências da Visão (CIOCV) foi uma afirmação de sucesso.
“Temos casa cheia com mais de 500 participantes, na linha do que vem acontecendo nos últimos anos. Edição após edição procuramos os temas que as pessoas nos sugerem no inquérito que distribuímos no fim de cada congresso e juntamos a isso alguns temas que estão na vanguarda. Em 2025 tivemos “em palco” os problemas de aprendizagem relacionados com a visão, algo que nos tinham sugerido, também a parte do controlo da miopia, que decidimos incluir apesar de ser uma temática muito em voga. Neste contexto organizámos uma sessão com três temas que abordaram desde a questão o aparecimento da miopia, quais as causas, até ao que se sabe atualmente sobre os tratamentos que existem. De facto, a miopia aparece e culpam- -se muitos fatores, mas na realidade ainda falta palmilhar muito caminho neste tema. Este ano, principalmente no domingo, conseguimos uma temática relativamente nova, que é toda a parte ligada à neuroftalmologia e neuroreabilitação. Sentimos que devíamos trazer isso novamente, pois há cada vez mais pacientes com traumas, AVC, Parkinson e Alzheimer e é preciso dotar os optometristas com ferramentas para ajudar estas pessoas. E claro, não podíamos deixar de abordar a questão da Inteligência Artificial (IA). É uma ajuda, não substitui os profissionais mas de facto vê-se cada vez mais ferramentas de apoio. Por exemplo, numa qualquer patologia que atualmente só identificamos quando ela já se manifesta, a IA pode ajudar a antecipar. E já estão presentes no nosso dia a dia”, disse-nos Paulo Fernandes, o presidente da comissão que tornou o CIOCV possível.
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