Em maio unimo-nos sempre “no passado”. Voltámos a 2012, aos dias em que decidimos escrever a nossa “própria ótica”, num registo que nos deixou orgulhosas desde a primeira edição. Há 14 anos folheámos a número 1, com a urgência de eternizar um setor onde nos integrámos de forma natural e a que chamamos família.
E todos os anos celebramos esse dia especial, em que vimos a edição pioneira a seguir para milhares de óticas e empresas com os nossos sonhos. Já viajámos ao passado, exaltamos óculos inesquecíveis, pessoas poderosas e revisitámos os grandes momentos do mercado.
Em 2026 queremos seguir o ambiente que nos envolve e falar do futuro. Ou seja, junto de algumas vozes seguras do setor português fizemos o exercício complexo de projetar a ótica nos próximos tempos. Sonhámos e desenvolvemos a revista em nome próprio num período em que o setor estava em grande comoção criativa. Portugal começava a respirar depois de uma crise económica profunda e os nossos empresários montavam estratégias focadas em novos paradigmas.
Se por um lado foi tempo de proliferação do conceito low cost, da contrafação, foi também tempo de reinvenção face aos desafios impostos pelos consumidores mais contidos, sempre mais curiosos e com muita informação disponível. Em 2012 parecíamos ter atingido um ponto “fixo”…mas desconfiámos logo ali que estávamos perante a revolução dos tempos. E cada mudança que aconteceu nos anos seguintes foi uma “história” nunca antes vista.
Aliás, se nos propuséssemos fazer um exercício de imaginar o futuro naqueles anos, nunca anteciparíamos a pandemia de Covid-19, a inteligência artificial à distância de um dispositivo pessoal e o caminho do retalho para longe de conceitos banais em direção à exclusividade, ao luxo, à arte e à humanização. Sim, hoje a humanização é a palavra que dita o futuro, enquanto as novas gerações crescem sozinhas agarradas ao ambiente digital e ouvem falar a partir dos “velhos” da força do convívio entre amigos. E já houve tempos em que se falava que as vendas online iam superar tantas metas e na realidade até marcas nascidas com essa base sentiram necessidade de ter espaço real na “rua”. Portanto, deixamos aqui um “desenho” ambicioso do que será a ótica nos próximos 14 anos, olhamos para a frente, e marcamos encontro no futuro para nos surpreendermos pela antecipação certeira ou, pelo contrário, pela visão demasiada positiva em tempos revoltos. Acima de tudo, a ótica está aqui, há 14 anos … e mais além.
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